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Mostrando postagens de Agosto, 2017

O significado de ficar, na visão de uma peruana, no Brasil.

Há 12 anos, recém-chegada do Peru ao Brasil, Tania Mujica enfrentava dificuldades em entender o significado de algumas palavras, não pela diferença de idioma, mas sim, pelo significado cultural de algumas delas. Na época, trabalhando como estátua viva no Centro de São Paulo, passava horas observando a reação e as atitudes das diferentes pessoas que por ela passavam.
Algumas palavras começaram a fazer parte do seu cotidiano e seu ouvido já começava a se acostumar com o sotaque, mas ainda não compreendia alguns termos e o seu primeiro grande choque foi com a palavra FICAR, usada pelos brasileiros para classificar relações amorosas sem nenhum tipo de compromisso.
“No Peru, as pessoas namoravam para ficar. Não conseguia entender como era ter uma relação e depois se despedir como amigo, porque para mim, por mais rápida que fosse, ainda era uma relação” – resume Tania, que demorou um tempo para conseguir entender que FICAR nada mais era, do que levar uma vida mais ou menos, testando muitos pr…

Blogueira diz que praticar ioga nua, ajudou a aceitar e a amar seu corpo.

Até dois anos atrás, a australiana Jessa O'Brien era como muitos outros praticantes de ioga. Até que em uma viagem a Portugal, descobriu a prática da atividade sob uma nova forma: a nudez. Desde então, além de fazer ioga sem roupa, ela criou um blog, o Nude Blogger online, no qual explica como a prática a ajudou a aceitar seu corpo e a amá-lo mais.
Se alguém, quem sabe um ser iluminado, puder me explicar essa teoria. Sou todo ouvidos.

Resenha do meu livro, no Clube do Farol

Resenha :: Manhã de Sol Florida, Cheia de Coisas Maravilhosas Postado por  | 9:44 AM18Comentários

Amor propio, de Mario Benedetti

Te libero de mí, de Mario Benedetti ( Poema )

Te libero de mí, de mis males,  de mi mal genio, de los domingos  por la tarde en donde nunca puedo más,  del odio a mis cumpleaños,  de no saber cómo hacer  para regalarte algo que no pierdas. 
Te libero de mi desengaño,  de tu karma, de mis novedades,  de la contradicción que represento.
Te libero de mis llamadas  que te saben a autocompasión,  de mis enredos, de mi cabello suelto, largo, sin peinar. 
Te libero de mi consciencia,  del desconcierto a fin de mes, <

Quadrilha, de Carlos Drummond de Andrade

João amava Teresa que amava Raimundo 
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili 
que não amava ninguém. 
João foi para o Estados Unidos, Teresa para o 
convento, 
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia, 
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto 
Fernandes que não tinha entrado na história.

Literatura brasileira completa 30 anos sem um de seus maiores poetas e cronistas.





Si habito...

Mulher interessante, de Nelson Rodrigues.

Na "mulher interessante", a beleza é secundária, irrelevante e, mesmo, indesejável. A beleza interessa nos primeiros quinze dias; e morre, em seguida, num insuportável tédio visual. Era preciso que alguém fosse, de mulher em mulher, anunciando: - "Ser bonita não interessa. Seja interessante!" 
                          Nelson Rodrigues


Quien de verdad te extraña...

Ah, o dia dos pais.

Neste dia dos pais, não pretendo falar do meu velho, e sim o pai dele. Meu avô.
Poderia dizer um milhão de coisas, tudo que vivi e aprendi com ele, ou talvez, ele mesmo pudesse contá-las. Mas a vida é assim. Uns chegam, outros se vão. Fica aqui minha homenagem, na belíssima música do Sérgio Bittencourt, interpretada por Nelson Gonçalves.
*** Naquela mesa ele sentava sempre E me dizia sempre o que é viver melhor Naquela mesa ele contava histórias Que hoje na memória eu guardo e sei de cor Naquela mesa ele juntava gente E contava contente o que fez de manhã E nos seus olhos era tanto brilho Que mais que seu filho Eu fiquei seu fã
Eu não sabia que doía tanto Uma mesa num canto, uma casa e um jardim Se eu soubesse o quanto dói a vida Essa dor tão doída não doía assim Agora resta uma mesa na sala E hoje ninguém mais fala do seu bandolim
Naquela mesa tá faltando ele
E a saudade dele tá doendo em mim

O Jovem e a Estrela do Mar.

Era uma vez um escritor, que morava numa praia tranquila, junto a uma colônia de pescadores.
Todas as manhãs ele passeava à beira-mar para se inspirar e, à tarde, colocava-se a escrever.
Um dia, enquanto caminhava pela praia, viu a silhueta de alguém que parecia dançar.
Quando chegou mais perto, observou um jovem pegando as estrelas-do-mar da areia, uma a uma, jogando-as de volta ao oceano.
- Por quê você está fazendo isto? -, perguntou-lhe o escritor.
- Você não vê? -, respondeu o jovem. - A maré está baixa e o sol está brilhando. Elas vão secar ao sol e morrer se ficarem aqui na praia.
- Mas meu jovem, existem milhares de quilômetros de praias por este mundo afora e centenas de milhares de estrelas-do-mar espalhadas pelas suas areias. Você joga umas poucas de volta ao mar. Que diferença faz?A maioria vai perecer de qualquer maneira...
O jovem pegou mais uma estrela na areia, atirando-a de volta ao mar. Depois olhou para o escritor e lhe disse:
- Para essa, eu fiz a diferença!
Naquela tarde, …

Caixa do Correio # 28

1. Os Trabalhadores do Mar – Victor Hugo I 2. A Dama do Cachorrinho – A.P. Tchekhov I 3.Náusea –  Jean-Paul Sartre

                 ETIQUETA: VICTOR HUGO 
Victor-Marie Hugo (26/02/1802, Besançon, França - 22/05/1885, Paris, França) foi um novelista, poeta, dramaturgo, ensaísta, estadista e ativista pelos direitos humanos de grande atuação política. Filho de um general do Primeiro Império Francês, passou sua infância em Paris. Muito jovem, compôs numerosos poemas. Aos quinze anos recebeu um prêmio em um concurso de poesia da Academia Francesa.
A partir de 1822, integrou-se ao romantismo e em breve se transformou no porta-voz desse movimento. No prefácio de seu extenso drama histórico, Cromwell (1827), Hugo expõe uma chamada à liberação das restrições que impunham as tradições do classicismo, que se converteu no manifesto do romantismo. A censura recaiu sobre sua segunda peça teatral, Marion do Lorme (1829), porque a obra era considerada muito liberal. Hugo se ressarciu da censura em 25 de…

¿Cuánto tiempo te quedarás conmigo?

Crônicas do Cotidiano - Um domingo qualquer...

Por estes dias, precisei viajar a trabalho para o interior da Paraíba. Depois de aterrissarmos em João Pessoa, alugamos um carro e seguimos pelo semiárido paraibano por cerca de 500 km.
Chegamos no final da tarde de um domingo qualquer. O sol morria lentamente no horizonte, delineando um dia quase perfeito, contrastando com a pobreza da cidade.
No decorrer da semana, notei algo que até então fugia da minha compreensão. Sempre que passávamos pela entrada do hotel, havia um menino sentadinho na soleira da porta. Geralmente de camisetinha de escola municipal, shorts e chinelinhos surrados. As pessoas entravam, saiam, e ele ali, calado, cabecinha baixa e olhinhos entristecidos.
Certo dia, precisei voltar mais cedo para o hotel. Era quase horário do almoço. Como não daria tempo de pegar o bandejão da fabrica, decidi que era hora de me aventurar em algum restaurante da cidade. Como não sabia bem que direção tomar, perguntei ao menino se ele conhecia algum restaurante ali por perto. De maneir…