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Mostrando postagens de 2015

Um conto de Natal por Eduardo Gaelano

Fernando Silva dirige el hospital de niños en Managua.
En vísperas de Navidad, se quedó trabajando hasta muy tarde. Ya estaban sonando los cohetes, y empezaban los fuegos artificiales a iluminar el cielo, cuando Fernando decidió marcharse. En su casa lo esperaban para festejar.

Hizo una última recorrida por las salas, viendo si todo queda en orden, y en eso estaba cuando sintió que unos pasos lo seguían. Unos pasos de algodón; se volvió y descubrió que uno de los enfermitos le andaba atrás. En la penumbra lo reconoció. Era un niño que estaba solo. Fernando reconoció su cara ya marcada por la muerte y esos ojos que pedían disculpas o quizá pedían permiso.

Fernando se acercó y el niño lo rozó con la mano:
-Decile a... -susurró el niño-
Decile a alguien, que yo estoy aquí.


NOCHEBUENA,  Eduardo Galeano.

 ( Feliz Natal para todos ! )



Portinari, Graciliano Ramos e a microcefalia.

Portinari, com a tela Os retirantes de 1944 quis mostrar uma realidade social ,que a maioria parece não querer ver, com uma intenção clara de denúncia social, problemas de miséria, ignorância, opressão nas relações de trabalho e apresentando a força da natureza sobre um homem completamente desprotegido.
Um pouco antes de Portinari, Graciliano Ramos escreveu o belíssimo romance Vidas Secas, que narra a historia de Fabiano e sua família, formada pela esposa Sinha Vitória, os filhos identificados apenas como Menino mais novo e Menino mais velho e a cachorrinha Baleia, caminhando sob o escaldante sol do nordeste a procura de comida e emprego.
Hoje, ao abrir o Jornal Estado de São Paulo, me deparo com a seguinte matéria : "A terra Castigada pela seca e pela microcefalia. " 

Se já não bastasse a seca... 

E quando a " modinha" do Zika Vírus passar,( pois um dia vai passar, e no Brasil não costuma demorar muito. ) o que vai ser dessa mãe ? Sem comida, água potável, saneament…

Tuyo, por Rodrigo Amarante - Abertura da série Narcos

Soy el fuego que arde tu piel Soy el agua que mata tu sed El castillo, la torre yo soy La espada que guarda el caudal
Tu el aire que respiro yo Y la luz de la luna en el mar La garganta que ansio mojar Que temo ahogar de amor
¿Y cuales deseos me vas a dar? Dices tu: Mi tesoro basta con mirarlo Tuyo será, y tuyo será

El origen del mundo por Eduardo Galeano

HACÍA pocos años que había terminado la guerra de España y la cruz y la espada reinaban sobre las ruinas de la República. Uno de los vencidos, un obrero anarquista, recién salido de la cárcel, buscaba trabajo. En vano revolvía cielo y tierra. No había trabajo para un rojo. Todos le ponían mala cara, se encogían de hombros o le daban la espalda. Con nadie se entendía, nadie lo escuchaba. El vino era el único amigo que le quedaba. Por las noches, ante los platos vacíos, soportaba sin decir nada los reproches de su esposa beata, una mujer de misa diaria, mientras el hijo, un niño pequeño, le recitaba el catecismo. 

Mucho tiempo después, Josep Verdura, el hijo de aquel obrero maldito, me lo contó. Me lo contó en Barcelona, cuando yo llegue al exilio. Me lo contó: el era un niño desesperado que quería salvar a su padre de la condenación eterna y el muy ateo, el muy tozudo, no entendía razones. 

-Pero papá – le dijo Josep, llorando-. Si Dios no existe, ¿Quién hizo el mundo? 
-Tonto 
–dijo el ob…

Origen de todos los poemas por Walt Whitman

O triste fim da Cosac Naify

( via editora época) Na última segunda-feira, 30 de novembro, todos os figurões do mercado editorial estavam reunidos na Biblioteca do Parque Villa-Lobos, na Zona Oeste de São Paulo.Aguardavam o anúncio dos vencedores do Prêmio São Paulo de Literatura

Dos dez finalistas, três foram publicados pela Cosac NaifyTempo de espalhar pedras, de Estevão AzevedoO oitavo selo, de Heloisa Seixas e Caderno de um ausente, de João Anzanello Carrascoza. Tempo de espalhar pedras foi o grande vencedor da noite, eleito o livro do ano. 

Por volta das 9 horas, uma postagem no Facebook da editora comemorava: “Estamos cheios de orgulho, parabéns ao escritor!”. Minutos depois, o site do jornal O Estado de S.Paulo publicou uma entrevista exclusiva com o dono da Cosac Naify, Charles Cosac, que anunciava o fim da editora.
Em tempo :

A Cosac Naify marcou para de 17 a 19 de dezembro, das 13h às 20h, no Centro Cultural b_arco, o bazar para iniciar a venda de seu estoque –mas sem "descontos agressivos", …

Ditadura militar no Brasil, Interpretação da música : O bêbado e a equilibrista.

(via redesfigurar blog)
João Bosco (melodia) e Aldir Blanc (letra), gravam em 1979 esta música, interpretada por Elis Regina. Seu lançamento ocorre em um momento de intensa repressão ideológica e consequente perseguição política. Esse período que inicia em 1964 e vai até fins da década de 1980 é conhecido como Ditadura Militar. Nessa época, era preciso usar-se uma grande transferência de sentidos, ou seja, linguagens metafóricas. Essas linguagens conferem a determinados objetos de pensamento atributos pertencentes a outro. Pensando nisso, os artistas faziam, assim, músicas repletas de linguagens figuradas, cujas informações subliminares precisam ser conhecidas por aqueles que as recebem, para compreender o real manifesto da música, como no caso a ser analisado.

Caía a tarde feito um viaduto E um bêbado trajando luto
Me lembrou Carlitos...



Na primeira estrofe da canção, há referências ao otimismo que o Brasil vivia até a da primeira metade da década de 1960. Aldir Blanc pode ter recorrido …

Caixa do Correio # 11

1. Hamlet - William Shakespeare I 2. Dias e noites de amor e de guerra - Eduardo Galeano

ETIQUETA:DON GALEANO
"Na parede de um botequim de Madri, um cartaz avisa: “Proibido cantar”. Na parede do aeroporto do Rio de Janeiro, um aviso informa: “É proibido brincar com os carrinhos porta-bagagem”. Ou seja: Ainda existe gente que canta, ainda existe gente que brinca. " Eduado Galeano


Eduardo Galeano (1940-2015) nasceu em Montevidéu, no Uruguai. Viveu exilado na Argentina e na Catalunha, na Espanha, desde 1973. No início de 1985, com o fim da ditadura, voltou a Montevidéu.
Galeano comete, sem remorsos, a violação de fronteiras que separam os gêneros literários. Ao longo de uma obra na qual confluem narração e ensaio, poesia e crônica, seus livros recolhem as vozes da alma e da rua e oferecem uma síntese da realidade e sua memória. Recebeu o prêmio José María Arguedas, outorgado pela Casa de las Américas de Cuba, a medalha mexicana do Bicentenário da Independência, o American Book Award…

La carta por Mário Benedetti

Querida Andrea: 
 No sé por qué, pero hoy me dio por extrañarte, por echar de menos tu presencia. Será tal vez porque el primer amor le deja a uno más huellas que ningún otro. Lo cierto es que estaba en la cama, junto a Patricia plácidamente dormida, y de pronto rememoré otra noche del pasado, junto a vos, plácidamente dormida, y sentí una aguda nostalgia de aquel sosiego de anteayer.

 Alguien dijo que el olvido está lleno de memoria, pero también es cierto que la memoria no se rinde. Dos por tres suenan como campanitas en el ritmo cardíaco y una escena se hace presente en la conciencia como en una pantalla de televisión. Y aquel cuerpo que las manos casi habían olvidado vuelve a surgir como un destello hasta que otra vez suenan las campanitas y el destello se apaga. ¿Te ocurre a veces algo así? ¿O será que me estoy volviendo un poco loco? Puede ser. Mientras tanto este probable loco te envía un invulnerable abrazo.

Mario Benedetti




Casamento por cinco anos - por Carlos Drummond de Andrade

Da idéia de prorrogar os mandatos populares defluiu a idéia de prorrogar o casamento de Bertoldo Seixas, cujo contrato matrimonial estipulava o prazo de cinco anos de vigência.

Não partiu de Bertoldo a iniciativa, mas de sua mulher Eufórbia, que alegou ser muito exíguo o período de cinco anos para se decifrar a verdadeira sociedade conjugal.

Bertoldo respondeu que contrato é contrato, e como tal deve ser cumprido, a menos que haja motivo justo para a rescisão.

Como Eufórbia insistisse em seu ponto de vista, Bertoldo anuiu sem convicção, e prorrogou-se o casamento por prazo indeterminado, isto é, para a eternidade.

Ao fim de seis meses de prorrogação, a mulher sentiu o peso da eternidade e propôs o cancelamento da união. Bertoldo opôs-se, alegando mais uma vez que os contratos merecem ser cumpridos. Discutiram bastante, e acordaram afinal em dissolver o vínculo. Bertoldo e Eufórbia voltaram a casar-se por cinco anos improrrogáveis, mas com outra parceira e outro parceiro, respectivamente. …

Viver de trás para frente por Woody Allen

Brincar e brincar, nada mais me importaria.
"Na minha próxima vida, quero viver de trás para a frente. Começar morto, para despachar logo o assunto. Depois, acordar num lar de idosos e ir-me sentindo melhor a cada dia que passa. Ser expulso porque estou demasiado saudável, ir receber a reforma e começar a trabalhar, recebendo logo um relógio de ouro no primeiro dia. Trabalhar 40 anos, cada vez mais desenvolto e saudável, até ser jovem o suficiente para entrar na faculdade, embebedar-me diariamente e ser bastante promíscuo. E depois, estar pronto para o secundário e para o primário, antes de me tornar criança e só brincar, sem responsabilidades. Aí torno-me um bébé inocente até nascer. Por fim, passo nove meses flutuando num "spa" de luxo, com aquecimento central, serviço de quarto à disposição e com um espaço maior por cada dia que passa, e depois - "Voilá!" - desapareço num orgasmo!" 
Woody Allen

5 livros de Mario Benedetti que você deveria ler.

1. A Trégua. (Romance)
Um dos clássicos da biblioteca  de Benedetti , este livro reflete o espírito romântico e filosófico do autor. Está escrito como se fosse o diário do protagonista, Martin Santome , e retrata a vida de um empregado prestes a se aposentar , viúvo, em Montevidéu no final dos anos 50 .
Martin começa um relacionamento com Laura , uma moça de 24 anos que vem para trabalhar na empresa em que ele é funcionário ... Depois de vários confrontos com o destino, Benedetti termina por captar suas idéias sobre Deus , solidão e destino.

2. Correio do Tempo. ( Contos)
Neste livro Benedetti recorre as  diferentes formas de encontros e despedidas: a memória nostálgica de um amor perdido , os rumores do passado, as chamadas não atendidas , a identidade dolorosamente recuperada, os espelhos que envelhecem a imagem, a iminência da morte , retorno de consciência, momentos compartilhados, etc.
3. Primavera num espelho partido. ( Romance)
A história central de Primavera num espelho partido, gir…

A crise da Síria bem contada em 10 minutos e 15 mapas.

Defensa propia por Mario Benedetti

Cuando se ama en defensa propia
no importa que nos aceche el desamor
si la memoria está turbada
quedémonos un rato a la intemperie
pensando en todo en todos
en los viejos añicos del tiempo
en formas maltratadas del vacío
en el indulto a nuestros desatinos
cuando se ama en defensa propia
el corazón se nos ensancha
la tristeza se arrima / mansa y tibia
cargamos con el sentimiento
como si fuera una mochila
y poco importa que los notables
nos ignoren desde su cumbre
cuando se ama en defensa propia
el alma se convierte en un imán
y si uno tiene mucho que decir
lo dice sosegado en el insomnio
todo depende del azar / decían
las tías las abuelas las maestras
mas cuando se ama en defensa propia
el azaroso azar cambia de rumbo. 


Las Noches...por Mario Benedetti

Conselhos de Polônio para o filho Laertes em Hamlet de Shakespeare - Tradução de Millor Fernandes.

" Poucas vezes leremos algo tão sábio, tão lúdico e verdadeiro em tão poucas palavras."

Laertes encerra sua despedida da irmã Ofélia...

LAERTES:Não se preocupe comigo.
Mas já me demorei muito. E aí vem meu pai, (Entra Polônio.)
Uma dupla bênção é uma dupla graça.
Feliz por despedir-me duas vezes.


POLÔNIO:Ainda aqui, Laertes! Já devia estar no navio, que diabo!
O vento já sopra na proa de teu barco;
Só esperam por ti. Vai, com a minha bênção, vai!
(Põe a mão na cabeça de Laertes.)


E trata de guardar estes poucos preceitos:
( em Azul, tão bem sintetizado pelo professor Leandro Karnal )

1) Não dá voz ao que pensares, nem transforma em ação um pensamento tolo.
1)Não expressar tudo o que se pensa.

2) Sejas amistoso, sim, jamais vulgar.
2)Ser amistoso, mas nunca ser vulgar.

3)Os amigos que tenhas, já postos à prova,
Prende-os na tua alma com grampos de aço;
Mas não caleja a mão festejando qualquer galinho implume
Mal saído do ovo
3)Valorizar amigos testados, mas não oferecer amizade a cada um que apa…