22 de maio de 2017

Caixa do Correio # 25



1. Formas de Voltar para Casa –  Alejandro Zambra  I 2. A Balada do Café Triste – Carson McCullers 


              ETIQUETA: ALEJANDRO ZAMBRA
Filho de Horacio Zambra e Rosa Infantas, nasceu em Villa Portales, mas quando Alejandro tinha cinco anos de idade, se mudaram à villa Las Terrazas, em Maipú.
Zambra se matriculou no sétimo ano básico no Instituto Nacional José Miguel Carreira, onde chegaria a ser presidente da ALCIN (Academia de Letras Castelhanas) em 1993.
Ingressou depois na Universidade de Chile (licenciou-se em Literatura Hispânica). Aos 20 anos já vivia independentemente e, além de estudar, trabalhava: respondendo  a telefonemas, em bibliotecas, como carteiro, como junior. Assim recorda aquela época em que se considerava poeta:
Depois de se formar em 1997, conseguiu uma bolsa em Madri. Em Espanha obteria um mestrado em filologia hispânica do (CSIC), se casaria com uma desenhadora e separaria-se em pouco tempo.
Ao regressar ao Chile, foi viver no bairro Bellavista num apartamento de doze metros quadrados na rua Dardignac, "onde o único que tinha era um gato, uma cadeira de rodas antiga, uma cama e uma pilha de livros".
Zambra começou sua carreira literária como poeta —seu primeiro livro, Bahia Inútil em 1998 e o segundo, Mudança, em 2003—, mas depois passou à narrativa.
Em 2006 estreou na editora espanhola Anagrama seu primeio romance, Bonsái, que de imediato se converteu num sucesso, tanto de crítica (em Chile ganhou vários prêmios) como de público. Tem sido traduzido a vários idiomas (em português foi publicado pela editora Cosac Naify). Adaptada ao cinema por Cristián Jiménez, o filme foi apresentado no Festival de Cannes 2011.
Sobre a literatura chilena, dizia em 2003 que "na prosa, acho que o melhor escritor chileno de todos os tempos é José Santos González Vera, que tem uma maestria impressionante para captar a paisagem de cidade chilena, minha paisagem. Juan Emar também me interessa muito".
É doutor em literatura pela Universidade Católica, ensina literatura na Universidade Diego Portais. 
No ano 2015 a Biblioteca Pública de Nova York conferiu uma bolsa ao autor com uma estadia de nove meses na cidade para que trabalhe num livro sobre bibliotecas chamado "Cemitérios pessoais".
No Brasil, seu livro de estréia é Bonsai. Outros livros publicados. 
1. Bonsai
2. Formas de Voltar para Casa 
3. A Vida Privada das Árvores
4.  Meus Documentos


19 de maio de 2017

Crônicas do Cotidiano - Eu, Kid Vinil e o Elevador


( Este post foi publicado inicialmente em fevereiro de 2016)

Estava voltando da faculdade. Era mais uma noite chuvosa em São Paulo, quando o Kid Vinil entrou no elevador. Morávamos no mesmo prédio, mas aquela era a primeira vez que nos encontrávamos. Acho que nossos horários não se cruzavam. 


Cumprimentei-o com um leve aceno de mão. Ele retribuiu com um olá. Putz ! O ícone do rock dos anos 80, estava ali, ao meu lado, pensei. Precisa falar alguma coisa, puxar conversar...sei lá.
Revelei ser seu fã. De gostar de suas músicas e de ter crescido ouvindo elas. Kid Vinyl agradeceu, mostrando um sorriso contido.Por certo ouvia isso a todo tempo. Que original de minha parte. [ Como é difícil estar próximo de uma pessoa famosa, sem parecer tosco].
Como fã, precisa dizer alguma coisa única. Mas o que ? Foi aí, que eu revelei meu lado mais obscuro - cantei uma de suas músicas. Ele empalideceu, fez caretas, me olhou com espanto. Temi estar fora do tom, de  ter errado a letra.... E se eu  cantasse outra música ? Uma outra qualquer... Não deu tempo, o elevador parou, e o  ídolo do rock dos anos 80, se esvaneceu pelo hall do prédio.
Dentro do meu apartamento me peguei desapontado. Não com o Kid Vinyl mas comigo mesmo. Tive a grande oportunidade de estar cara a cara com o ícone dos anos 80, e eu coloquei tudo a perder. Sabe se lá quando eu terei uma nova chance. Foi quando minha namorada que até então estava na cozinha,  veio puxar conversa.

- Tudo bem ? Você está calado. 
- Encontrei o Kid Vinil no elevador.
- Sério ? E você falou com ele ?
- Não consegui... Mas cantei uma de suas músicas.
- Você o quê ? 

-  Estava nervoso. Não sabia o que dizer....sei lá...acabei cantando uma de suas músicas 

- Qual?
- Troque seu cachorro por uma criança pobre.

- Mas essa música é do Eduardo Dussek!


10 de março de 1955 
19 de maio de 2017

 Fique em paz, meu amigo ....

18 de maio de 2017

Bienvenida por Mario Benedetti ( Poema )




Se me ocurre que vas a llegar distinta 
no exactamente más linda
ni más fuerte
ni más dócil
ni más cauta
tan solo que vas a llegar distinta
como si esta temporada de no verme
te hubiera sorprendido a vos también
quizá porque sabes
cómo te pienso y te enumero

después de todo la nostalgia existe
aunque no lloremos en los andenes fantasmales
ni sobre las almohadas de candor
ni bajo el cielo opaco

yo nostalgio
tu nostalgias
y cómo me revienta que él nostalgie

tu rostro es la vanguardia
tal vez llega primero
porque lo pinto en las paredes
con trazos invisibles y seguros

no olvides que tu rostro
me mira como pueblo
sonríe y rabia y canta
como pueblo
y eso te da una lumbre
inapagable
ahora no tengo dudas
vas a llegar distinta y con señales
con nuevas
con hondura
con franqueza

sé que voy a quererte sin preguntas
sé que vas a quererme sin respuestas.


Fin 


15 de maio de 2017

Zygmunt Bauman : Vivemos tempos líquidos. Nada é feito para durar.



O sociólogo polonês Zygmunt Bauman é um dos intelectuais mais respeitados da atualidade. Aos 87 anos, seus livros venderam mais de 200 mil cópias. Um resultado e tanto para um teórico. Entre eles, “Amor liquido” é talvez o livro mais popular de Bauman no Brasil. É neste livro que o autor expõe sua análise de maneira mais simples e próxima do cotidiano, analisando as relações amorosas e algumas particularidades da “modernidade líquida”. Vivemos tempos líquidos, nada é feito para durar, tampouco sólido. Os relacionamentos escorrem das nossas mãos por entre os dedos feito água.
Bauman tenta mostrar nossa dificuldade de comunicação afetiva, já que todos querem relacionar-se. Entretanto, não conseguem, seja por medo ou insegurança. O autor ainda cita como exemplo um vaso de cristal, o qual à primeira queda quebra. As relações terminam tão rápido quanto começam, as pessoas pensam terminar com um problema cortando seus vínculos, mas o que fazem mesmo é criar problemas em cima de problemas.
É um mundo de incertezas, cada um por si. Temos relacionamentos instáveis, pois as relações humanas estão cada vez mais flexíveis. Acostumados com o mundo virtual e com a facilidade de “desconectar-se”, as pessoas não conseguem manter um relacionamento de longo prazo. É um amor criado pela sociedade atual (modernidade líquida) para tirar-lhes a responsabilidade de relacionamentos sérios e duradouros. Pessoas estão sendo tratadas como bens de consumo, ou seja, caso haja defeito descarta-se - ou até mesmo troca-se por "versões mais atualizadas".
O romantismo do amor parece estar fora de moda, o amor verdadeiro foi banalizado, diminuído a vários tipos de experiências vividas pelas pessoas as quais se referem a estas utilizando a palavra amor. Noites descompromissadas de sexo são chamadas “fazer amor”. Não existem mais responsabilidades de se amar, a palavra amor é usada mesmo quando as pessoas não sabem direito o seu real significado.
Ainda para tentar explicar a relações amorosas em “Amor Líquido”, Bauman fala sobre “Afinidade e Parentesco.” O parentesco seria o laço irredutível e inquebrável. É aquilo que não nos dá escolha. A afinidade é ao contrário do parentesco. Voluntária, esta é escolhida. Porém, e isso é importante, o objetivo da afinidade é ser como o parentesco. Entretanto, vivendo numa sociedade de total “descartabilidade”, até as afinidades estão se tornando raras.
Bauman fala também sobre o amor próprio: o filósofo afirma que as pessoas precisam sentir que são amadas, ouvidas e amparadas. Ou precisam saber que fazem falta. Segundo ele, ser digno de amor é algo que só o outro pode nos classificar. O que fazemos é aceitar essa classificação. Mas, com tantas incertezas, relações sem forma - líquidas - nas quais o amor nos é negado, como teremos amor próprio? Os amores e as relações humanas de hoje são todos instáveis, e assim não temos certeza do que esperar. Relacionar-se é caminhar na neblina sem a certeza de nada - uma descrição poética da situação.
"Para ser feliz há dois valores essenciais que são absolutamente indispensáveis [...] um é segurança e o outro é liberdade. Você não consegue ser feliz e ter uma vida digna na ausência de um deles. Segurança sem liberdade é escravidão. Liberdade sem segurança é um completo caos. Você precisa dos dois. [...] Cada vez que você tem mais segurança, você entrega um pouco da sua liberdade. Cada vez que você tem mais liberdade, você entrega parte da segurança. Então, você ganha algo e você perde algo", afirma o filósofo.

© obvious: http://lounge.obviousmag.org/de_dentro_da_cartola/2013/11/zygmunt-bauman-vivemos-tempos-liquidos-nada-e-para-durar.html#ixzz4hAgmF94W 

13 de maio de 2017

120 Frases Cortas de Mario Benedetti [Amor, Amistad y Vida]


Te dejo más de 100 frases cortas de Mario Benedetti sobre el amor, amistad, no rendirse y mucho más. Son pensamientos, reflexiones y palabras de sus mejores libros. [ Fonte: lifeder.com ]

1-Es casi ley, los amores eternos, son lo más breves.
2-La mariposa recordará por siempre que fue gusano.

3-Tus ojos son mi conjuro contra la mala jornada.

4-Lo nuestro es ese indefinido vínculo que ahora nos une.

5-Ya casi es hora de que empiece a dedicarte mi insomnio.

6-Los sentimientos son inocentes como las armas blancas.
7-Hay pocas cosas tan ensordecedoras como el silencio.
8-Después de todo, la muerte solo es un síntoma de la vida.
9-Ojalá que la espera no desgaste mis sueños.
10-Un pesimista es solo un optimista bien informado.
11-Creo que la vida es un paréntesis entre dos nadas. Soy un ateo. Creo en un dios personal, el cual es la consciencia, y eso a lo que tenemos que rendir cuentas cada día.
12-Siempre ando de mal genio. Yo qué sé. Como si me sintiera incómodo conmigo mismo.
13-La verdadera división de las clases sociales habría que hacerla teniendo en cuenta la hora en que cada uno se tira de la cama.
14-Cada vez que te enamores no expliques a nadie nada, deja que el amor te invada sin entrar en pormenores.
15-De dos peligros debe cuidarse el hombre nuevo: de la derecha cuando es diestra, de la izquierda cuando es siniestra.
16-Nacemos tristes y morimos tristes pero en el entretiempo amamos cuerpos cuya triste belleza es un milagro.
17-Cinco minutos son suficientes para vivir una vida entera, así de relativo es el tiempo.
18-Una de las cosas más agradables de la vida: ver cómo se filtra el sol entre las hojas.
19-La incertidumbre es una margarita cuyos pétalos no se terminan jamás de deshojar.
20-Un abogado con cartera puede robar más que mil hombres armados.
21-La seguridad de saberme capaz para algo mejor, me puso en las manos la postergación, que al fin de cuentas es un arma terrible y suicida.
22-No vayas a creer lo que te cuentan del mundo, ya te dije que el mundo es incontable.
23-Si alguna vez me suicido, será en domingo. Es el día más desalentador, el más insulso.
24-No sé tu nombre, sólo sé la mirada con que me lo dices.
25-Que el mundo y yo te queremos de veras, pero yo siempre un poquito más que el mundo.
26-Cuando tengo preocupaciones, miedos o una historia de amor, tengo la suerte de ser capaz de transformarlo en un poema.
27-Algunas cosas del pasado desaparecieron pero otras abren una brecha al futuro y son las que quiero rescatar.
28-Sus labios eran una caricia necesaria, cómo podía haber vivido hasta ahora sin ellos.
29-No hay que prometer nada porque las promesas son horribles ataduras, y cuando uno se siente amarrado, tiende a liberarse, eso es fatal.
30-También siento un leve resquemor frente a lo cursi, y a mi lo cursi me parece justamente eso: andar simpre con el corazon en la mano.
31-Nunca pensé que en la felicidad hubiera tanta tristeza.
32-Hay menos tiempo que lugar, no obstante, hay lugares que duran un minuto y para cierto tiempo no ha lugar.
33-Porque tú siempre existes dondequiera, pero existes mejor donde te quiero.
34-En ciertos oasis el desierto es sólo un espejismo.
35-Todos necesitamos alguna vez un cómplice, alguien que nos ayude a usar el corazón.
36-Me gusta el viento, no sé por qué, pero cuando camino contra el viento parece que me borra cosas. Quiero decir: cosas que quiero borrar.
37-Se oyen pasos de alguien que no llegan nunca.
38-Tengo la horrible sensación de que pasa el tiempo y no hago nada y nada acontece, y nada me conmueve hasta la raíz.
39-El amor es una palabra, un pedacito de utopía.
40-Usted no sabe como yo valoro su sencillo coraje de quererme.
41-En este mundo tan codificado con internet y otras navegaciones, yo sigo prefiriendo el viejo beso artesanal que desde siempre comunica tanto.
42-Lo qué uno quiere de verdad, es lo que está hecho para uno; entonces hay que tomarlo, o intentar. En eso se te puede ir la vida, pero es una vida mucho mejor.
43-No me tientes, que si nos tentamos no nos podremos olvidar.
44-Así estamos, cada uno en su orilla, sin odiarnos, sin amarnos, ajenos.
45-Lo que más me gusta de vos es algo que no habrá tiempo capaz de quitártelo.
46-Acá hay tres clases de gente: la que se mata trabajando, las que deberían trabajar y las que tendrían que matarse.
47-No sé por qué, pero hoy me ha dado por extrañarte, por echar de menos tu presencia. Alguien me dijo que el olvido está lleno de memoria.
48-La realidad es un manojo de problemas sobre los cuales nadie reclama derechos de autor.
49-Es claro que lo mejor no es la caricia en si misma, sino su continuación.
50-Más que sus ojos, su mirada. Miraba como queriendo decir algo y no diciéndolo.
51-Más que besarla, más que acostarnos juntos, más que ninguna otra cosa, ella me daba la mano y eso era amor.
52-Una confesión: la soledad ha dejado de herirme.
53-Ella no decía nada. Le gustaba que él le dijera cosas, pero ella callaba. Solo sus manos y sus ojos hablaban y eso bastaba.
54-Te he dejado pensando en muchas cosas, pero ojalá pienses un poco en mí.
55-Me gusta la gente capaz de entender que el mayor error del ser humano, es intentar sacarse de la cabeza aquello que sale del corazón.
56-Cuando creíamos que teníamos todas las respuestas de pronto cambiaron todas las preguntas.
57-Si el corazón se cansa de ver, ¿Para qué sirve?
58-Se que voy a quererte sin preguntas, se que voy a quererte sin respuestas.
59-El que hace trampa es porque no tiene coraje para ser honesto.
60-Lo cierto es que yo ignoraba que tenía en mí esas reservas de ternura.
61-También siento un leve resquemor frente a lo cursi, y a mi lo cursi me parece justamente eso: andar siempre con el corazón en la mano.
62-En realidad, sólo existe la dirección que tomamos, lo que puede haber sido ya no vale.
63-Es lindo saber que usted existe.
64-Que alguien te haga sentir cosas sin ponerte un dedo encima, eso es admirable.
65-Se despidieron y en el adiós ya estaba la bienvenida.
66-A veces me siento infeliz sin un motivo concreto.
67-Somos tristeza, por eso la alegría es una hazaña.
68-Cuando los odios andan suelto, uno ama en defensa propia.
69-Defender la alegría como una trinchera, defenderla del escándalo y la rutina, de la miseria y los miserables, de las ausencias transitorias y las definitivas.
70-Puedes venir a reclamarte como eras. Aunque ya no seas tú.
71-Te espero cuando la noche se haga día, suspiros de esperanzas ya perdidas. No creo que vengas, lo sé.
72-La infancia es a veces un paraíso perdido. Pero otras veces es un infierno de mierda.
73-Sin embargo todavía dudo de esta buena suerte, porque el cielo de tenerte me parece fantasía.
74-Pedir perdón es humillante y no arregla nada. La solución no es pedir perdón, sino evitar los estallidos que hacen obligatorias las excusas. 
75-Si uno conociera lo que tiene con tanta claridad como conoce lo que le falta.
76-Y para estar total, completa, absolutamente enamorado, hay que tener plena conciencia de que uno también es querido, que uno también inspira amor.
77-Quizá eso nos haya unido. Tal vez unido no sea la palabra más apropiada. Me refiero al odio implacable que cada uno de nosotros siente por su propio rostro.
78-De todas aquellas manos, la suya era la única que me transmitía la vida.
79-Melancolía: manera romántica de estar triste.
80-Todos queremos lo que no se puede, somos fanáticos de lo prohibido.
81-Te espero cuando miremos al cielo de noche: tú allá, yo aquí.
82-Yo no sé si dios existe, pero si existe, sé que no le va a molestar mi duda.
83-Un río de tristeza circula por mis venas, pero me he olvidado de llorar.
84-Es curioso cómo a veces se puede llegar a ser tan inocentemente cruel.
85-Que te quede bien claro. Donde acaba tu boca, ahí empieza la mía.
86-Yo amo, tú amas, el ama, nosotros amamos, vosotros amáis, ellos aman. Ojalá no fuese conjugación sino realidad.
87-Me gustaría mirar todo de lejos pero contigo.
88-Yo quisiera ser yo, pero un poco mejor.
89-Contra el optimismo no hay vacunas.
90-Quién lo diría, los débiles de veras nunca se rinden.
91-La muerte se lleva todo lo que no fue, pero nosotros nos quedamos con lo que tuvimos.
92-Si habito en tu memoria no estaré solo.
93-Todas las noches me torturo pensando en ti.
94-Los odios vivifican y estimulan solo si es uno quien los gobierna; destruyen y desajustan cuando son ellos los que dominan.
95-Querido, nuestro matrimonio no ha sido un fracaso, sino algo mucho más horrible: un éxito malgastado.
96-Cuando el infierno son los otros, el paraíso no es uno mismo.
97-El plan trazado es la absoluta libertad. Conocernos y ver que pasa, dejar que corra el tiempo y revisar. No hay trabas. No hay compromisos.
98-Fíjese que cuando sonríe se le forman unas comillas en cada extremo de su boca. Esa, su boca, es mi cita 
99-La perfección es una pulida corrección de errores.
100-Y aunque no siempre he entendido mis culpas y mis fracasos, en cambio sé que en tus brazos el mundo tiene sentido.
101-Posiblemente me quisiera, vaya uno a saberlo, pero lo cierto es que tenía una habilidad especial para herirme.
102-Me explicaron que era una cordial invitación a que me fuera de inmediato.
103-Necesito no caer en el remoto riesgo de necesitarte.
104-Usted tiene todas las condiciones para concurrir a mi felicidad, pero yo tengo muy pocas para concurrir la suya.
105-De pronto nos sentimos prisioneros de una circunstancia que no buscamos, sino que nos buscó.
106-Suspiros de esperanzas ya perdidas.
107- Esa felicidad con todas sus letras en mayúsculas no existe ¡Ah! Pero si fueran en minúsculas sería tan similar a lo que viene siendo nuestra pre-soledad.
108- Después de la alegría viene la soledad, después de la plenitud viene la soledad, después del amor viene la soledad. Ya sé que es una pobre deformación, pero lo cierto es que en ese minuto uno se siente sólo en el mundo, sin asideros, sin pretextos, sin abrazos, sin rencores. Sin las cosas que unen o separan. Y en esa sola manera de estar solo, ni siquiera uno se apiada de uno mismo.
109- Hay diez centímetros de silencio entre tus manos y mis manos, una frontera de palabras no dichas entre tus labios y mis labios. Y algo que brilla así de triste entre tus ojos y mis ojos.
110-  Para mí el género que más me importa de lo que escribo es la poesía, después el cuento y luego el ensayo. De último la novela. Aunque tal vez sea lo que más dinero me haya devengado.
111- Mi padre y mi madre, aunque nunca se divorciaron, siempre se llevaron muy mal; para un niño siempre es algo traumatizante, mi forma de escribir mucho tiene que ver con eso.
112- Fue muy importante desde mi punto de vista la actitud moral de mi padre que por un exceso de honestidad prefirió asumir todas sus deudas en lugar de declararse en la quiebra.
113- No solo intervienen los condicionantes de la infancia sino la moral pública como país, nos hizo esclavos de las apariencias.
114- Artigas es una de las figuras más progresistas de américa, tres años antes de que naciera Marx, él ya había escrito la primera reforma agraria.
115- En Uruguay dependíamos de las muertes lejanas, de esos pueblos que dependía de nuestra carne y nuestra lana. Todo eso llevo a un auto convencimiento, y un convencimiento hipócrita de que ya todo había terminado.
116- El Nazismo apareció justo cuando yo comencé en la escuela Alemana, como consecuencia vivíamos bajo una discriminación. Los de familia alemana estaban destinados a la clase A y nosotros a la clase B, por eso nos peleábamos en todos los recreos.
117- La vida de oficina me dio muchos temas, sería mal agradecido si no dijera eso; pero me aburrí de esa vida y volví al periodismo.
118- La víspera indeleble es un libro muy malo, yo nunca lo incluyo en el inventario de lo malo que es.
119- Cuando las cosas se pusieron difíciles en nuestro país, afortunadamente la revista cruzó las dos fronteras.
120- La soledad nunca viene sola, si se mira por sobre el hombro mustio de nuestras soledades, se verá un largo y compacto imposible; un sencillo respeto por terceros o cuartos; ese percance de ser buena gente.
121- La gente me decía que era muy afortunado por haber tenido éxito con el primero libro “Poemas de la Oficina” y yo les decía que no, que ese era el octavo, pero de los otros siete nadie se había enterado.
122- Los poetas en aquella época escribían sobre flores y gacelas e incluso una fauna que ni siquiera existía en el lugar. Los poetas no vendían nada, el público no demostraba ningún interés por esa generación.
123- Damocles viene de una sección que yo tenía que se llamaba mejor es medeallo y el gran problema que tuve con esa sección es que, como era tanto el éxito; siempre me fui muy difícil superarme semana tras semana.
124- Los pintores que nunca me gustaron en las reproducciones me gustaban en los cuadros originales. Las visitas a los museos fue una de las cosas que más me importó en mis viajes.
125- “Ida y vuelta” viéndola en retrospectiva fue una mala obra, tuvo premios y demás pero yo no estoy conforme con su éxito y, creo que su posición política estuvo muy mal planteada.
126- Lo que me convirtió al anti imperialismo fue mi visita a los Estados Unidos. La discriminación con respecto a negros, puerto riqueños y checanos. Fue algo que me conmovió mucho.
127- Mi primer viaje a los Estados Unidos me hizo darme cuenta de la influencia norte americana que estábamos teniendo en el país, de allí nace ese libro: La Pell de Brau
128- “Los suicidas son asesinos tímidos” siempre me ha gustado esa frase y siempre la amaré.


9 de maio de 2017

Crônicas do Cotidiano - Alejandro Zambra e Eu.



Ontem,  após ler algumas boas críticas sobre o livro “Formas de voltar para casa”, de Alejandro Zambra, resolvi fazer uma pesquisa no site da estante virtual. Até então, não tinha lido absolutamente nada deste escritor chileno.  Encontrei alguns exemplares seminovos e usados por 25, 30 até 50 reais... [ uau !] Mais caro que um novo na gigante Amazon, que saia por R$22,90.

Refazendo a pesquisa no Google, encontrei um exemplar no mercado livre por 15,00 reais.[ Bingo!] Fechei a compra na mesma hora e paguei o boleto num destes terminais de auto-atendimento do Bradesco. [Sim! Eu costumo pagar minhas compras por boleto].

Passado dois dias, recebo a seguinte mensagem inbox  da pessoa que iria me vender o exemplar:

`...verifiquei que das páginas 87 até contracapa há um furo de inseto pequeníssimo ( menor que uma letra do texto ), não atrapalha em nada a leitura. Desejas que eu envie assim mesmo? `

Cancelei a compra. Não era assim que eu pensava em começar minha cumplicidade com  Alejandro Zambra. Definitivamente, não era...